Pink Floyd The Wall

The Memories. The Madness. The Music... The Movie.


Drama. Musical.

O álbum The Wall que dá música ao filme e o próprio roteiro do filme foram escritos quase inteiramente por Roger Waters, baixista e principal vocalista das músicas que compõe o The Wall e são baseados nos problemas e loucuras de sua própria vida e de Syd Barrett (que era o vocalista e principal guitarrista da banda no começo, afastado por problemas mentais e excesso de drogas) e esses problemas são apresentados e contados entre a simbologia ao longo dos 95 minutos do filme acompanhados quase 100% pelas músicas do álbum, distribuidas entre animações e atuações.

O filme é dividido em duas partes que podem ser classificadas como a construção do muro e a desconstrução dele. A primeira parte começa entre as alucinações e flashbacks de Pink, astro do rock, e conta como os fatos de sua vida se uniram como tijolos o aprisionando no muro. Os primeiros minutos falam daquilo que aconteceu nos primeiros anos de sua vida, a morte de seu pai na guerra e como aquilo fez falta na sua vida e formação social, tornando-se "mais um tijolo no muro", "another brick in the wall" frase que é falada com desleixo, mostrando a falta de importância para a armadilha que era construida ao seu redor sem se deixar notar.

Logo após os primeiros minutos que mostram a morte do pai, a sua falta e o protesto a guerra o problema de Pink se torna outro: a escola e o sadismo dos professores, oprimindo todas as suas ações e criações. "Absolut rubbish, laddie!" "Completo lixo, mocinha!" as palavras do professor para Pink quando lê por acaso sua poesia, novamente mais um tijolo no muro, o descaso faz com que ele lentamente cresça regado pelo sonho de destruir a escola. Ao som uma das musicas mais conhecidas do Pink Floyd, veja esse trecho do filme aqui.

E em outras memórias Pink se lembra de como a superproteção de sua mãe o machucou, que mesmo sem perceber ainda precisava e deixava que ela tomasse as mais íntimas de suas decisões e como ela foi um dos tijolos fundamentais de seu muro e a superproteção criou nele a ausência de independencia em relações sociais. Após isso, já adulto e casado, Pink está quase completamente coberto pelo muro e não o encherga, quando é traído pela esposa entra em sua mais profunda decadência e cenas declaram o símbolo da fêmea, a mulher, que o machuca e mais um tijolo é posto no muro, agora gigante deixa Pink completamente isolado e na música "Goodbye cruel world" Pink dá seu adeus.

Na segunda parte do filme Pink se dá por conta na musica Is There Anybody Out There? que o muro alcançou uma proporção que ele nunca imaginou ser possível e que ele deixou que o aprisionasse sem notar. Na única cena do filme aonde o muro não é um desenho e sim um verdadeiro muro Pink esmurra e pula contra ele enquanto os vocais da música sussurram mostrando a fraqueza apesar da vontade de gritar "Tem alguem aí fora?!" ele pede ajuda, mas já é impossível. Até esse ponto Pink apenas relembrava como tudo conspirou nele para a criação do muro e, ao notá-lo, as memórias terminam e a verdadeira história do filme começa, num misto de realidade e alucinação.

Pink louco arruma como um catálogo a destruição de seu quarto, juntando todos os cacos de vidro, todos os pedaços de madeira, todos os remédios e ao se barbear limpa todos os pelos de seu peito e até suas sobrancelhas. Novamente a ausência de seu pai o assombra, a única coisa que ele não pode se arrepender pois não foi ele que deixou acontecer com ele, e a culpa entra para o estado. Em Comfortably Numb, outra musica muito conhecida, Pink é descoberto alucinando em seu quarto (no que seu gerente arromba a porta, fala-se "Is there anybody out there?" no mesmo tom da música em que era sussurrada, a preocupação do gerente por Pink "the boy is an artist!" responde: sim, há) Pink passando mal é acordado com uma injeção e começam as sequencias finais do filme. Acordando de sua nóia e despertando sua vontade de liberdade Pink simbólicamente arranca sua pele monstruosa que o cobre na sua imaginação a medida que a injeção queima dentro de suas veias e pronto vai para o show.

Num momento minimamente alegre do filme, no mundo de Pink o show era uma manifestação nazista, demonstrando todo o seu ódio e a vontade de escapar, Waiting for the Worms é a música aonde Pink se bota disposto a lutar contra o muro e os martelos marcham na sua direção, mas cansado e notando impossível, Pink se rende e num banheiro após o show Pink é descoberto, choramingando, começa seu julgamento.

Um filme indispensável para os fãs e incrivelmente bom até mesmo para quem não gosta da banda. Roubando as palavras de um amigo que assistiu comigo ontem (ele pela primeira, eu pela décima) o filme tem uma trilha sonora interessantíssima, assim como sua história, que se entrelaçam puxando quase nossa atenção. Coisa que eu notei em cenas em que permaneciamos ambos quietos.

A grande obra prima de Roger Waters, e talvez não da banda. Que passava por vários problemas internos na época do filme e do álbum, que alguns anos depois veio a se partir, continuando sem Waters.

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Conquista de Reis

The secret that could change everything.


Drama.

"Conquista de Reis", dirigido por Michael O. Sajbel e lançado em 2006, é um filme baseado na história bíblica de uma jovem judia chamada Ester, e de sua bravura, honra e determinação para salvar seu povo. Tendo sido adaptado para o cinema, como muitas outras histórias bíblicas, houve mudanças no contexto original, porém o filme, em geral, consegue seguir fielmente boa parte das escrituras.

Após a Rainha se negar a comparecer ao banquete proposto pelo Rei Xerxes, ele a destronou e como lei do antigo Império Persa, lhe trouxeram todas as jovens virgens dos arredores do palácio, com ou sem o consentimento das mesmas para que o Rei escolhesse uma delas para ser sua nova esposa e rainha de seu reino. Hadassah, que adota o nome de Ester para esconder sua descendência judia, se mostra desde o início, ser diferente das demais com sua simplicidade e determinação e, com os mesmos, se torna a escolhida de Xerxes para ocupar o lugar e a coroa a seu lado. Tentando impedir a aniquilação de seu povo, ela luta arduamente com o Império, usando sua virtude, sabedoria e fé como seus maiores alicerses arriscando até mesmo sua própria vida em pró de seus ideais.

Intrigas palacianas, traição, honra, justiça e confiança em Deus são ingredientes da trama. Além disso, o toque de romantismo adicionado à história de Xerxes e Ester torna o filme ainda mais agradável. Ao meu ver, o filme é extraordinário, desde as cenas até mesmo o roteiro, além de deixar em evidência sábias palavras de Maquiavel em "O Príncipe" onde diz que com virtu, pode se conquistar tudo que almejas mesmo sem a fortu, mas se lhe apenas caber a fortu, não poderás comprar a virtu e tão pouco irá longe sem ela. Bom, esse é um filme de época que vale realmente a pena conferir!

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Apocalypse Now

The horror... The horror...


Guerra. Roadmovie. Drama.


Segundo o diretor, o brilhante Coppola, o seu filme Apocalypse Now não é um filme sobre a guerra do vietnã, é a própria guerra do vietnã. E quem sou eu para contradizê-lo? O filme fala sobre uma missão do incrível Capitão Willard (Martin Sheen), enviado para buscar e matar Coronel Kurtz (Marlon Brando) que fugiu dos braços do exército e formou seu próprio vilarejo, sendo tratado como um Deus.

Sua viagem ao longo do rio em busca do vilarejo de Kurtz não é uma simples campanha de guerra e os coloca em contradições. Como em O Resgate do Soldado Ryan, eles vivem em constante questionamento pelo valor do objetivo da campanha, em O Resgate do Soldado Ryan é salvar um companheiro, em Apocalypse Now: matar um companheiro louco.

Retratando além do horror da guerra, Apocalypse Now trata da loucura. Uma adaptação de John Millius e Ford Coppola de um livro de 1902 chamado O Coração das Trevas (de Joseph Conrad) para a guerra presente, no Vietnã. Não é um roadmovie comum, não é divertido, nem feliz e os personagens não estão indo para lá porque buscam sua felicidade, é um roadmovie em direção ao coração das trevas, da loucura e do horror da guerra, passando pelos maiores simbolos da guerra, os bons e os ruins.

Na trilha sonora, The Doors com "The End", melhor música impossível, e a voz do prório Capitão Willard narrando nos tons de depressão. Um filme que puxou ao máximo de toda a produção, principalmente o diretor, que foi duvidado quanto ao poder de montar uma superprodução. E, talvez, devido a isso, exigiu o máximo da equipe, tirou dinheiro do próprio bolso e, durante as filmagens, vivia ameaçando se matar.

Ao longo do terrível caminho em direção ao coração das trevas de Kurtz, Willard encontra diversas figuras da guerra que mantém você atento no filme, querendo conhecer mais e mais, com vontade daquilo (vejam o trailer pra entender a diversidade de personagens na diversidade de situações). Encontra por exemplo com uma familia da região, que os seus soldados almoçam junto, e também passam alguns dias com o surfista coronel Killgore e sua cavalaria area, aproveitando para assistir o bombardemento de napalm num vilarejo, aliás...

"Eu amo o cheiro de napalm pela manhã. Você sabe, um dia nos bombardeamos uma montanha por doze horas! Quando tudo acabou, eu subi ela e nós não encontramos sequer um corpo fedido, sequer um corpo. O cheiro, sabe, esse cheiro de gasolina... Toda a montanha cheirava a... vitória."

Uma das frases que vai para o topo do blog.

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(aé, tem o Harrison Ford tbm, novinho novinho)

Escola de Rock

We shall teach Rock & Roll to the world!

Comédia. Música. ROCKFILM!

Jack Black é um rei dos ROCKFILMS! Outro dia eu irei falar sobre Tenacious D aqui, um dos melhores rockfilms que eu já vi, que vem também de Jack Black e sua banda que, não por coincidencia, é também o personagem principal de Escola do Rock. Convenhamos, Escola do Rock todo mundo já viu, passa quase toda semana no Universal Channel e já passou umas três vezes na Globo, então falo dele aqui pra lembrar quem ainda não viu de ver e lembrar quem ainda não notou que ele é muitíssimo bom.

Escola do Rock é um filme de 2003, e 2003 foi o ano dos meus primeiros contatos com o rock. Em 2003 eu tinha nove anos e desenvolvia meu gosto musical, influenciado pelos meus primos ao rock, foi também um pouquinho depois que eu assisti Escola do Rock. Maravilha, foi o que faltava pra mim me ancorar nesse estilo musical: colocava a minha posição de pimpolho estudante ao rock e, também por isso, foi um filme que sempre me pareceu novo em folha e nunca perdeu a diversão.

Escola do Rock coloca uma turma de crianças de um colégio sério nas mãos de um roqueiro que não sabe nada de matemática, português, ou qualquer coisa que um professor precisa saber. Decide ensinar a eles... música. Mas boa música! Deleta a música erudita das mentes deles com Pink Floyd, Led Zeppelin, Yes! e tudo que é necessário, todos os tipos de clássicos, monta uma banda com a turma e corre atrás do sonho de tocarem numa competição de bandas da cidade.

Fazendo referências a todos os tipos de rock (em uma momento do filme ele dá uma aula teórica, mostra algumas partes do quadro e é até mesmo divertido parar pra ler) e talvez por isso eu não consiga me cansar de ver ele. Desde que vi pela primeira vez, cada vez que revi havia aprendido mais sobre rock, então nomes que me passavam despercebidos (como heavy metal, Yes! ou Sex Pistols) por eu não conhecer os estilos ou bandas, começam a ser conhecidos por mim, e a cada vez que vejo o filme noto um novo detalhe.

Uma comédia divertida, sem muito exagero e sem pouca comédia. Jack Black, como eu disse, o rei dos rockfilms. Junto dos atores que fazem as crianças, Miranda Cosgrove, que seria a melhor atriz pimpolha na minha opnião se não tivesse começado uma carreira musical. Enfio uma boa nota nesse filme e só não dou 9 porque vou deixar 9 pra Tenacious D.

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Quem Quer Ser um Milionário

Love and money... You have mixed them both.


Drama. Romance. Destino.

Jamal é um jovem indiano morando na periferia, trabalha como assistente de telemarketing, tem uma história marcante e dificil e desde criança é apaixonado por uma menina que poucas vezes na vida pode ter e ver. E, ao participar de uma espécie de Show do Milhão indiano, a história de Jamal é contada através das coincidências que o destino pôs em sua vida e as perguntas do programa.

Quem Quer Ser um Milionário foi o grande favorito para o Oscar e ganhador de nada mais nada menos que oito deles (melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, edição, mixagem de som, trilha sonora e canção original) de nove aos quais concorreu (só perdeu para o Cavaleiro das Trevas em edição sonora) e vem parar no meu blog como o primeiro filme que ainda não saiu no Brasil, mas eu já vi, agradeçam os downloads.

Não tenho como duvidar da equipe do Oscar nem um pouco. Apesar de meu predileto em 2008 ser o Batman, depois de assistir esse filme ficou claro que as duas que o Batman perdeu para ele foram dignas. Coisas como mixagem de som, trilha sonora e canção original que passam praticamente despercebidas ao ver o filme não acontecem com Slumdog Millionaire (titulo original) porque sua musica (que difere completamente dos outros filmes que passam na india, que focam na musica chata indiana, isso da pra notar até no trailer) realmente chama a atenção.

O diretor, premiado, é o mesmo de Extermínio, e aqui tenho de admitir algo que não disse no post sobre o filme, o primeiro Extermínio é com certeza dirigido melhor que o segundo, e das cenas de ação de Extermínio notamos a mesma característica marcante e ótima das cenas de crianças correndo pelos suburbios de Mumbai.

E o que dizer sobre o roteiro, com sequer um ponto fraco, envolvente e divertido, criativo e inovador, acredito que tenha sido bem adaptado e, mesmo que não o tenha sido, transformou-o em um filme bom de qualquer forma. E a edição levando o tempo de forma alinear (alterando entre a história de Jamal, o próprio programa, e a interrogação depois dele) conta a história em lindos detalhes.

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